E Eu seguro a sua mão TODOS os momentos, por mais que você peque, morri por você, e jamais desistirei.Pronta para ir ao mercado com o meu pai, saio de casa na maior alegria. No mercado nem tudo o que queria ele me deixou pegar. Tentei pedir biscoitos, chicletes, balinhas... Eu tinha apenas 4 aninhos. Inexperiente pedia tudo o que via sem saber o mal que aquilo me fazia. Fiquei triste e brava com o meu pai, mas ele já sabia de tudo o que aquilo poderia me fazer. Ao final de todas as compras, ele foi para o caixa pagá-las. E então avistei um corredor de brinquedos, e me encantei, e sem que eu percebesse me afasto e sigo ao final do corredor, na minha sessão preferida: a de bonecas. Olho pra tudo aquilo, e vejo que nem era tão encantador. Quando percebi, tinha me afastado tanto do meu pai que eu fiquei perdida no meio do mercado. Pensava que o ele nem havia sentido minha falta e que já deveria ter ido embora e me abandonado. Quando olho para o começo do corredor, lá está ele, o meu pai, ajoelhado me esperando de braços abertos. Corro ao seu encontro e percebo que tudo aquilo que o ele me disse, era verdade, jamais me afastaria outra vez.
Assim é conosco também, quantas vezes não nos afastamos do Pai? Pode ser por coisas que avistamos e pensamos que são encantadoras, mas um dia a ilusão acaba, e finalmente percebemos que estamos perdidos no mundo, e nós pensamos que não há esperança, mas quando percebemos Ele está no fim do corredor esperando por nós de braços abertos, para que nunca mais nos afastemos.
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